O Marítimo assumiu o jogo em Moreira de Cónegos, teve mais bola e passou largos períodos instalado no meio-campo adversário, mas não conseguiu transformar esse domínio em golos. Na sexta jornada da Liga Portugal, a formação verde-rubra perdeu por 3-1 diante do Moreirense, num encontro em que a maior capacidade de finalização da equipa da casa acabou por fazer a diferença.
A primeira grande oportunidade pertenceu aos insulares. Aos 14 minutos, na sequência de um canto batido por Raphael Guzzo, Rodrigo Andrade desviou ao primeiro poste, mas um corte em cima da linha de golo impediu o Marítimo de chegar à vantagem.
Foi, porém, o Moreirense quem marcou primeiro, contra a tendência do jogo. O lance nasceu de um lançamento lateral e foi muito contestado pelos jogadores maritimistas, que reclamaram uma falta de Gilberto Batista sobre Butzke, considerando que o avançado foi empurrado e impedido de disputar a bola.
Cerca de dez minutos mais tarde, a equipa da casa chegou ao 2-0, depois de recuperar a bola no meio-campo dos insulares.
O Marítimo procurou reagir ainda antes do intervalo e esteve perto de reduzir a diferença, num lance em que Tejón não conseguiu dar o melhor seguimento a um remate de Paulo Henrique.
Ao intervalo, Mitchell van der Gaag mexeu na equipa, lançando Ayuma e Maxime Dominguez para os lugares de Limbombe e Rodrigo Andrade. Os primeiros minutos da segunda parte trouxeram um jogo mais fechado e com menos situações junto das duas balizas.
Com o avançar do relógio, porém, o Marítimo voltou a empurrar o Moreirense para junto da sua área e transformou a maior posse de bola em maior presença ofensiva.
A insistência verde-rubra foi premiada aos 79 minutos. Na sequência de um canto batido por Paulo Henrique, Romain Correia apareceu na área e cabeceou para o 2-1, recolocando o Marítimo na discussão do resultado.
O golo aumentou a pressão maritimista. A equipa procurou o empate, subiu linhas e colocou mais homens no último terço, mas a necessidade de correr atrás do resultado abriu espaços que o Moreirense acabaria por aproveitar. Aos 86 minutos, a equipa da casa chegou ao 3-1 através de uma grande penalidade.
O resultado não traduziu o volume de jogo produzido pelo Marítimo em Moreira de Cónegos. A equipa verde-rubra assumiu a iniciativa durante largos períodos e conseguiu levar o jogo para o meio-campo adversário, mas o Moreirense revelou maior eficácia nos momentos decisivos.