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Marítimo muito perto de voltar a pontuar

O Marítimo esteve perto de regressar da deslocação a Arouca com pontos na bagagem. Na quarta jornada da Liga Portugal, a equipa verde-rubra esteve em vantagem, acertou na barra e criou perigo até ao último minuto, mas acabou por perder por 2-1 num jogo intenso, com muitas oportunidades para os dois lados e um golo sofrido com o Marítimo a reclamar falta na origem do lance.

A partida começou a alta intensidade no Estádio Municipal de Arouca, e foi o Marítimo a dar o primeiro sinal de perigo. Aos cinco minutos, Martín Tejón atirou de longe e a bola passou ao lado da baliza de Arruabarrena.

Seguiu-se um período de maior pressão dos anfitriões, mas as melhores ocasiões continuaram a nascer dos pés verde-rubros. Aos 17 minutos, Tejón finalizou um ataque rápido com um remate à entrada da área que obrigou Arruabarrena a uma boa defesa. Seis minutos depois, Rodrigo Andrade rematou já dentro da área e acertou em cheio na barra, num lance em que o golo só não apareceu por centímetros.

A insistência acabou por dar frutos pouco depois da pausa para hidratação. Raphael Guzzo cobrou um canto do lado esquerdo, a defesa arouquense aliviou ao primeiro poste e Martín Tejón, à entrada da área, rematou de primeira para o fundo das redes. Golo justo, a premiar a equipa que mais fizera para o conseguir.

O empate do Arouca surgiu poucos minutos antes do intervalo e deixou muito a protestar. No lance que deu origem ao golo, o Marítimo reclamou uma falta de Trezza sobre Danilovic, no lado direito do ataque verde-rubro, e o remate de Espen van Ee só entrou depois de sofrer um desvio na defesa. O VAR analisou e validou o golo, mas a sensação de injustiça ficou.

Dez minutos depois do reinício, a equipa da casa consumou a reviravolta, num cabeceamento de Iván Barbero. A resposta do Marítimo foi imediata. A equipa cresceu, empurrou o Arouca para trás e lutou com afinco pelo empate. Aos 65 minutos, Butzke cabeceou por muito pouco ao lado. Já perto dos 90, Paulo Henrique obrigou o guardião da casa a uma grande intervenção e, logo a seguir, Mateo Flores bloqueou nova tentativa do camisola 23 verde-rubro. O empate andou ali, mas não chegou a acontecer.

Os números confirmam a imagem do jogo: 27 remates no total, 11 deles enquadrados, o retrato de uma partida aberta e equilibrada na qual o Marítimo esteve sempre à procura do golo. A equipa orientada por Mitchell van der Gaag mantém os sete pontos na tabela e volta a jogar já no próximo dia 5 de setembro, com a receção ao Benfica.

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